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Como uma rede social pode reduzir turnover no varejo

No post de hoje, vamos mostrar um caso clássico de uso das redes sociais corporativas no varejo dos Estados Unidos. O case começou em 2006, mas até hoje é um belo exemplo dos resultados que essa ferramenta pode trazer para uma empresa, independente do seu porte. Veja, neste post, como uma rede social pode reduzir turnover no varejo e trazer outros benefícios para esse tipo de empresa.

A rede varejista Best Buy tinha problemas na integração entre os colaboradores. Isso influenciava nas altas taxas de turnover detectadas na época: entre 40 e 60%, segundo relatos coletados pelo blog Jobs in Pods. Com esse problema em vista, em agosto de 2006, dois profissionais de marketing da empresa decidiram investir em uma solução para aproximar os diferentes funcionários. Além disso, o sistema deveria colher feedbacks das equipes no dia a dia da empresa – dessa forma, era possível ter uma visão mais próxima dos problemas que a organização deveria enfrentar. Por isso, Steve Bendt e Gary Koelling desenvolveram o projeto Blue Shirt Nation (BSN), uma rede social corporativa para o corpo funcional da Best Buy.

A implantação da BSN não foi imposta pelos gestores – fator destacado por Josh Bernoff e Charlene Li em um artigo publicado no portal MIT Sloan Management Review. Os dois profissionais da Best Buy visitaram as lojas e mostraram para os colaboradores os benefícios da nova ferramenta. Resultado: em dois meses, a rede tinha cerca de 14 mil membros, o que representava, aproximadamente, 10% da equipe da empresa. O objetivo inicial da solução também foi alcançado: entre os funcionários engajados na Blue Shirt Nation, a taxa de turnover era de 8%.

Em 2008, Bendt anunciou em seu blog pessoal uma atualização na BSN, incorporando recursos de microblog e de Social Task Management. Os números atuais da ferramenta não estão abertos, mas a experiência da rede é usada como case de sucesso corporativo entre os especialistas norte-americanos. Esse case nos mostra como uma rede social pode reduzir turnover no varejo estimulando a interação entre os colegas.

Um dos exemplos positivos que a BSN de 2006 pode nos dar é o processo organizado de implantação. Os gestores da rede foram até algumas lojas e coletaram impressões e necessidades dos funcionários. Logo, ela começou a ficar com a cara do público. Além disso, a entrada na rede não era obrigatória. Com as campanhas de conscientização feitas por Steve Bendt e Gary Koelling, a adesão foi natural.

Outro exemplo vindo da Blue Shirt Nation mostra o potencial colaborativo desse tipo de ferramenta. Segundo reportagem do portal Twin Cities Business, um funcionário questionou na BSN por que os colaboradores não podem acessar o e-mail durante o trabalho. O debate rendeu boas ideias e, poucos meses depois, o corpo funcional ganhou acesso ao correio eletrônico pessoal. Prova de que a rede social corporativa pode gerar novas ideias e trazer a inovação para dentro de uma empresa, independente do seu tamanho.

E você, tem algum relato interessante sobre o uso de redes sociais corporativas no varejo? Conte essa história nos comentários e compartilhe conosco.

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