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O papel dos canais internos em um novo modelo de Comunicação com Colaboradores

Este texto é parte de uma série de postagens que exploram um Novo Modelo de Comunicação com Funcionários, projetado para fornecer resultados mensuráveis, ​​que demonstram o impacto na organização de maneira relevante para os líderes.

Neste texto, continuamos examinando o anel externo do modelo com um olhar de canais.

O anel externo do modelo representa o trabalho em que os comunicadores se envolvem todos os dias. Eles estão infundidos em todas as comunicações. Esse segmento é onde a maioria dos comunicadores passam grande parte do tempo: criar conteúdo para distribuição nos canais.

A proposta do Novo Modelo de Comunicação Interna desenvolvida por Shel Holtz:

Os canais costumavam ser a parte mais fácil da comunicação com os funcionários: eram poucos e pré-determinados. Meu primeiro trabalho corporativo foi como editor assistente de um jornal semanal interno.

Era o canal para todos os funcionários.

Os gerentes recebiam uma revista de gestão interna trimestral. Localmente, os funcionários podem verificar postagens no quadro de avisos (o tipo analógico). Em cada trabalho subsequente, herdei os canais existentes e eu esperava mantê-los.

Isso funcionou bem, já que os funcionários tinham alternativas limitadas para se manterem no circuito. A intranet, que estreou em 1994 (o termo atual foi cunhado em 1995), não mudou as coisas. Em vez de uma publicação impressa, os funcionários deveriam visitar a página inicial da intranet ou a página de notícias (a menos que você não tenha acesso ao computador em seu trabalho).

Hoje, os canais são uma das maiores preocupações do departamento de Comunicação Interna. A ideia é que possamos alcançar os funcionários utilizando um único canal – ou mesmo um canal primário com algumas ofertas secundárias – é pitoresca e ingênua.

Várias questões têm impulsionado os canais para o topo das mentes dos comunicadores, como:

  • Democratização da tecnologia: Lembra-se de quando você não pôde usar o software que precisava porque a TI não o suportava?Agora, os departamentos de TI sentem-se frustrados quando equipes e indivíduos encontram suas próprias soluções através de aplicativos móveis, a nuvem e o software como um serviço (SaaS), autorizado ou não.Nenhuma solução de compartilhamento de arquivos na empresa?

    Não há problema, usaremos o Dropbox. A ferramenta de colaboração empresarial é complicada e difícil de usar? Nós procuraremos outra. Os funcionários não pensam que precisam de ajuda de TI com o software; eles têm suas preferências, sabem onde encontrar as ferramentas e como utilizá-las.

  • A marginalização da homepage: Como a maioria das empresas as define, as intranets – pelo menos como canal de comunicação primário do colaborador – estão quase mortas. Visitar um site para obter informações era o caminho das coisas quando a web era nova, mas as mídias sociais e o aumento do celular mudaram tudo. Os principais meios de comunicação reconhecem isso, distribuindo seu conteúdo em múltiplas formas por todos os tipos de canais.Os comportamentos que conduziram a organização de notícias para feeds sociais existem dentro da empresa, mesmo que os comunicadores não os tenham adotado. E continuar a dirigir os funcionários para uma página inicial garante apenas uma força de trabalho com informação escassa e inconsistente.
  • Mídia social: Vale a pena notar que os feeds de mídia social se tornaram uma fonte primária de notícias. Um estudo da Pew Research, de meados de 2016, descobriu que 62% dos adultos dos EUA receberam suas notícias das mídias sociais, um número que sem dúvida aumentou desde então.
  • A mudança para o mobile: Se as pessoas recebem cada vez mais notícias pelos feeds de redes sociais, provavelmente estão fazendo isso em seus smartphones, já que a maioria das pessoas as acessa em seus telefones. Se eles seguem uma publicação, provavelmente é por meio de um aplicativo .

A situação tornou-se tão complexa que não é uma questão de reformatar o mesmo conteúdo para cada canal, o que apenas cria repetição e desmotiva os funcionários.

Em vez disso, precisamos reorientar o conteúdo para que possamos fornecer informações atraentes pelos canais que os funcionários realmente usam.

Um artigo rico em dados também pode dar origem a uma visualização de dados para a sinalização digital, um ponto de conversação para uma reunião e um infográfico para um aplicativo de compartilhamento de imagens (para citar apenas alguns). Em outras palavras, precisamos adotar os princípios do marketing de conteúdo dentro da organização.

Pensar em canais vai além de ferramentas de listagem. Começa com a compreensão dos requisitos que o ajudarão a selecionar as ferramentas certas.


Tradução de Vanessa Puerta, Mestranda em Comunicação pela Faculdade Cásper Líberto, Vanessa é administradora com pós-graduação em Comunicação e Marketing pela FIA/USP e Master em Marketing pela IAE-Pierre Mendes, na França, com mais de 20 anos de experiência na área.

Texto original disponível aqui. Adaptada para a Revista Cultura Colaborativa em 30/05/2018.

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