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Felicidade Corporativa dá lucro?

Você sabe o que te faz feliz? Pode não parecer, mas essa é uma pergunta bem difícil de ser respondida. Isso porque, inconscientemente, você acaba criando expectativas de uma vida ou condição ideal e que, se não for correspondida, te causará insatisfação e infelicidade.

Quantas vezes você falou: eu era feliz e não sabia!? Uma vez me falaram que “se você não sabe o que quer, não pode pedir com precisão”. Em resumo, nós não sabemos o que é felicidade, não sabemos o que nos faz feliz no trabalho, nos relacionamentos e na vida em geral. Então, como podemos alcançá-la?

A felicidade é um recurso interno que faz parte de cada um de nós. Não adianta buscar do lado de fora, em distrações, ambientes sociais ou pessoas. Ela é uma energia que flui, que está na nossa alma. Profundo, não!? Mas esta é a realidade. Quando você passa a viver a vida com mais atenção, começa a perceber a beleza dos detalhes, no sorriso de uma criança, na brisa que bate no rosto, no bem-estar em fazer o bem para o outro.

Quando você começa a trilhar o caminho do autoconhecimento, passa a perceber o que funciona ou não para você, o que te agrada ou te causa aversão, o que te emociona ou que te causa desprezo. E é por este caminho que muitas pessoas começam a se desmotivar no ambiente de trabalho, por exemplo.

Quando a satisfação já não é o suficiente para fazê-lo levantar da cama e ir com um sorriso no rosto trabalhar; quando as tarefas se tornam automáticas; quando você não se sente mais pertencente ou não sabe o “porquê” de fazer o que está fazendo. O dinheiro já não é um fator primordial, ele é importante, mas não te desperta sentimentos fundamentais para o sucesso de uma empresa, como comprometimento e lealdade. E isso começa a se tornar um problema.

Então, como resolver isso? Muitas empresas vão pelo caminho mais fácil – o da demissão. Outras buscam melhorar o ambiente de trabalho e oferecer formas diferenciadas de compensação. Mas poucas realmente vão ao fundo do problema, não porque seja difícil, mas porque dá trabalho.

Mas, por que se dar a esse trabalho? Simples, o Gallup estima que os custos das perdas de produtividade das empresas americanas podem chegar de US$ 450 a US$ 550 bilhões por ano. Apenas 27% dos brasileiros estão engajados no trabalho  e mais de 33 milhões sofrem com burnout, segundo a Deloitte.

Outros números alarmantes da pesquisa do Gallup:

  • Em média os colaboradores se sentem ansiosos e preocupados 84 a 240 dias no trabalho;
  • 28% dos colaboradores dizem sentir stress e preocupação dois dias por semana;
  • 62% dos colaboradores apontam o stress como a principal causa de uma pior performance;
  • O aumento do fluxo e os prazos apertados são apontados como as causas de maior stress;
  • Apenas 6% dizem que falaram com seu líder sobre o seu stress e ansiedade.

Funcionários felizes produzem mais, são mais criativos, têm menor turnover, menor absenteísmo, são mais leais e comprometidos, divulgam a empresa, têm melhores relações e assim, geram melhores resultados financeiros. Eis os números:

  • Funcionários felizes são 31% mais produtivos;
  • São mais eficientes em 85%;
  • Retêm talentos em 44%;
  • Diminuem o turnover em 55%;
  • Diminuem o burnout em 125%;
  • Fazem 37% a mais de grandes vendas;
  • São 300% mais inovadores.

Foi neste contexto de pandemia que o tema Felicidade Corporativa ganhou destaque com a função do Chief Happiness Officer (uma pausa na leitura para um alerta! Se você leu até aqui e ainda acha que Felicidade Corporativa são puffs coloridos e ginástica laboral, você realmente não entendeu nada. Melhor parar de ler.).

O Chief Happiness Officer é uma função já muito conhecida no resto do mundo desde 2015, na qual um profissional fica responsável por mapear e diagnosticar o índice de felicidade dos colaboradores, para poder planejar e executar ações que equilibrem os níveis de satisfação e felicidade em diversos pontos da jornada do colaborador.

É preciso entender e alinhar os valores e a cultura da empresa de forma que o discurso esteja condizente com a prática. Em seguida, é preciso conhecer os colaboradores de forma transcendental, quais as suas expectativas, pontos fortes e fracos, frustrações, como está  a sua vida, qual o seu propósito, o que lhes dá significado. É preciso ouvir, não só o que é dito, mas o que é transmitido. É preciso criar ações que tragam a sensação de pertencimento, que promovam a empatia, a resiliência, a confiança e o senso de time.

Então você deve estar pensando: nossa, mas esse profissional tem que fazer tudo isso? Sim e não! Isso não é um trabalho para um profissional só, mas tem que ser missão de toda a empresa. O CHO vai fazer todo o trabalho inicial, mas se a liderança não se engajar será um esforço em vão.

Então, pronto revolucionar a felicidade na sua empresa?

Artigo escrito por Samantha Leal, Mentora de Liderança com Ousadia e Felicidade Corporativa

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Blog da SocialBase, para instruir o mercado com relação a importância da comunicação interna bem planejada e incentivar a conexão verdadeira entre pessoas e empresas.

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