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Employee Experience: por que ele é tão importante para as empresas?

Employee Experience

Melhorar a experiência do cliente geralmente é uma das principais prioridades das organizações, mas como fica o Employee Experience? Tão importante quanto investir no relacionamento com o consumidor final, é olhar para quem está dentro da empresa como um público estratégico para os negócios. 

Não é à toa que marcas tão consolidadas e queridas no mercado priorizam a experiência de seus colaboradores como forma de desenvolver grandes talentos, aumentar a produtividade e, consequentemente, potencializar os resultados. É por isso que discussões sobre Employee Experience (EX), ou experiência do colaborador, vêm ganhando cada vez mais espaço no meio corporativo. 

Mas você sabe exatamente o que é o Employee Experience e por que esse conceito é tão importante para a saúde da sua empresa? Uma boa experiência de marca deve começar a ser construída muito antes de ser percebida pelo cliente. É necessário considerar, inicialmente, a trajetória do seu público interno como um ponto estratégico e cuidar para que cada detalhe dessa jornada contribua para o desempenho do profissional. 

Esse conjunto de interações e iniciativas responsáveis por conduzir o colaborador e promover seu bem-estar dentro da companhia, começando desde o processo seletivo até o seu desligamento, é o que chamamos de Employee Experience. 

Como construir uma experiência positiva para o colaborador

É importante reconhecer que o ciclo de vida do colaborador não é linear. Por isso, é preciso ficar atento às transições entre uma etapa e outra e identificar pontos de melhoria para que ele não se “perca” nesse processo.

Tenha em mente o que o colaborador pensa, sente e faz em cada uma dessas fases. Só assim é possível indicar as mudanças necessárias para oferecer uma experiência ainda mais engajadora e fortalecer a conexão entre a empresa e quem fa

z parte dela. Para entender melhor, confira as principais fases desta jornada: 

1. Recrutamento e seleção

O primeiro passo é ter bem claro os valores da organização para atrair pessoas bem alinhadas ao seu propósito. Esse cuidado diminui as frustrações durante a jornada, além de evitar grande rotatividade e geração de custos desnecessários para a empresa. Com isso, já é possível ativar a jornada do colaborador no seu primeiro ponto de contato, a atração de talentos. 

2. Integração do colaborador

Concluída a fase de recrutamento e seleção, é hora de cuidar dos primeiros passos do colaborador dentro da empresa. O onboarding é uma das principais etapas do Employee Experience, pois é quando a pessoa identifica se a proposta de valor realmente é praticada dentro da empresa. 

Prepare esse momento de acolhimento, oriente o funcionário sobre processos e cultura da organização e mostre o quanto a empresa está feliz em recebê-lo. Nessa fase, é importante também garantir que ele receba as informações necessárias para desempenhar suas atividades e conheça todas as práticas e canais de comunicação utilizados internamente.

3. Desenvolvimento do colaborador

Investir em programas de treinamento e desenvolvimento são essenciais para manter os colaboradores engajados e motivados para executar seu papel. Além de possibilitar que a empresa conquiste melhores resultados, a preocupação em oferecer capacitações e aprimorar o desempenho de cada um dos funcionários torna o ambiente organizacional ainda mais estimulante.

4. Desligamento do colaborador

É interessante considerar que, em algum momento, o profissional poderá seguir um caminho diferente do seguido pela empresa. Por isso, o Employee Experience deve ser pensado inclusive para essa etapa. Aqui, é importante entender que as informações coletadas durante a entrevista de desligamento servem de insumos para melhorar cada uma das etapas da experiência do colaborador.

Os estágios de maturidade do Employee Experience

Acompanhar esse movimento de mercado para se tornar uma marca empregadora e desejada pelas pessoas é fundamental, mas algumas organizações ainda não despertaram para a importância de mapear e aprimorar cada fase dessa experiência. 

Assim como na jornada do cliente, a preocupação com a trajetória do público interno percorre diferentes estágios de maturidade e exige um plano de ação para que as empresas possam avançar nesse sentido. Entenda quais são os seis momentos e veja como evoluir para se tornar uma marca voltada à experiência do colaborador. 

Estágio 1: ignorar

As empresas nesse estágio desconhecem a importância do Employee Experience e não enxergam as iniciativas como um processo estratégico. 

Em geral, a iniciativa de se aprofundar no assunto não vem das lideranças, mas sim dos colaboradores mais atentos aos movimentos do mercado. Aqui o Employee Experience ainda é um tema nebuloso e há pouco conhecimento na empresa.

Estágio 2: explorar

À medida em que as lideranças se envolvem com a ideia, começam também a querer entender como o EX pode contribuir com o crescimento dos negócios. Nesse estágio, geralmente é criado um grupo responsável por desenvolver um melhor entendimento do que precisa ser feito pela empresa para melhorar sua experiência com o colaborador.

O assunto se torna mais aprofundado por esse grupo responsável, mas geralmente ainda fica mais na parte teórica. Há a necessidade de ação para que a empresa vá para a fase prática.

Estágio 3: mobilizar

Uma vez que as grandes lideranças começam a embarcar na ideia, passam a defender a formação de uma equipe em tempo integral. As empresas nesse terceiro estágio costumam investir em programas e treinamentos, começando a construir mapas de jornada do colaborador e se concentrando em pontos que exigem melhorias nessa trajetória.

Estágio 4: operacionalizar

Com uma equipe dedicada exclusivamente ao Employee Experience, é o momento de começar a redesenhar muitos processos operacionais internos. Nessa fase, as organizações usam ativamente as métricas do EX como indicadores de desempenho, e o impacto da equipe para os resultados do negócio já é mais claro para as lideranças.

Etapa 5: alinhar

Assim que o foco contínuo no EX se torna uma diretriz dentro da empresa, é necessário criar estruturas para reforçar e sustentar essas experiências voltadas ao colaborador. Nesse estágio avançado de maturidade, as empresas incorporam o EX aos processos de RH e as estratégias de EX são incorporadas inclusive no dia a dia da empresa.

Etapa 6: incorporar

No estágio final, as empresas já integraram a experiência do colaborador nas decisões e práticas cotidianas. Essas organizações são capazes de oferecer uma excelente experiência ao colaborador, transmitindo claramente seu propósito organizacional, e se destacando no mercado entre as melhores empresas para trabalhar.

10 dicas para avançar no estágio de maturidade

Agora que você já sabe o quanto é importante investir na experiência do colaborador e adotar estratégias claras de Employee Experience, nada melhor do que conhecer algumas técnicas que vão permitir que a sua empresa evolua. Confira 10 dicas para melhorar o clima organizacional e preparar uma jornada satisfatória para o colaborador.

  1. Fortaleça a identidade do negócio e a cultura corporativa desde o início. Na hora de selecionar os candidatos, escolha profissionais conectados com o propósito e valores da marca.
  2. Promova um alinhamento entre as experiências do colaborador e do cliente. Funcionários felizes e engajados possibilitam a construção de uma imagem positiva da organização de dentro para fora.
  3. Gere um ambiente confiável e acolhedor, e qualifique o colaborador para que ele possa alcançar sua melhor performance dentro da empresa.
  4. Use tecnologias e aplicativos a seu favor. Eles podem ser potencialmente relevantes para resolver problemas reais de negócios e explorar novas oportunidades para avançar de forma efetiva no estágio de maturidade. 
  5. Plataformas de comunicação interna, como a SocialBase, permitem que os colaboradores se mantenham alinhados sobre as metas, a cultura e os direcionamentos estratégicos da empresa. Considere a solução para promover maior conexão entre as pessoas e processos internos.  
  6. Empodere seus talentos e gere senso de pertencimento.
  7. Promova a integração entre membros da equipe e outros colaboradores da empresa.
  8. Prepare uma pesquisa de clima para entender quais são as dores e interesses dos seus colaboradores e monte um plano de ação. Assim é possível saber onde a empresa está acertando e onde pode melhorar.
  9. Crie uma cultura de escuta e dê voz aos seus colaboradores.
  10. Ofereça feedbacks construtivos. Seja transparente e também saiba ouvir nessa hora.

O cenário do Employee Experience no Brasil

Embora grande parte das organizações já enxergue o colaborador como o seu principal cliente, construindo um relacionamento mais próximo e alinhado com o propósito da marca, o Employee Experience ainda é pouco explorado no no Brasil. 

Prova disso são os resultados da pesquisa Employee Experience Brasil 2019, que mostra como as empresas nacionais vêm se conectando com esse assunto. Conduzido pela SocialBase e pela Ahgora, o estudo revela que 64,6% das empresas participantes não possuem profissionais dedicados exclusivamente à experiência do colaborador, além de mostrar que 34,54% dos respondentes sentem que a falta de conhecimento sobre o assunto é um grande desafio dentro das organizações. 

Os dados também apontam que o tema é recorrente em reuniões de 33% das organizações pesquisadas, ainda que as mesmas não tenham um plano definido para o EX. E mais: 88,6% dos participantes acreditam que o EX vai ganhar mais destaque daqui a dois anos. Apesar disso, o estudo alerta que 40,3% das empresas ainda não mensuram resultados relacionados diretamente à estratégia de Employee Experience, o que pode acontecer devido à falta de referências ou até mesmo maturidade de mercado.

“Com a informação logicamente organizada, há mais segurança na tomada de decisões, redução de custos operacionais e proteção da atividade empresarial de ações amadoras, intuitivas, focadas em processos ou mal executadas”, aponta Patrícia Molino, sócia-líder de People & Change da KPMG no Brasil e líder do Comitê de Inclusão e Diversidade da consultoria no país.

Seguir estratégias claras para tornar a experiência do colaborador mais satisfatória e envolvente não é a realidade de muitas empresas brasileiras, mas é necessário pensar que o Employee Experience impacta diretamente na produtividade dos colaboradores, além de ser um importante aliado na transformação digital e potencializar os resultados financeiros. Para isso, é necessário que as lideranças empoderem e inspirem suas equipes, permitindo que seus liderados estejam no centro das organizações.

Para conferir a pesquisa Employee Experience Brasil 2019 na íntegra, acesse aqui. Aproveite para gerar debates interessantes sobre o tema na sua empresa e entender como a experiência do colaborador deve ser estimulada como um diferencial competitivo do negócio.

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