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Educação com colaborativismo nas redes sociais

A corretora de seguros Marsh usa a tecnologia para ensinar aos colaboradores conceitos econômicos, contábeis e administrativos fundamentais para a instituição, informa o portal da CFO, publicação especializada em finanças. Desde 2012, a companhia investe em programas de educação financeira por meio de uma rede social corporativa – a Marsh University – para disseminar conhecimento e incentivar os funcionários a trabalhar em função dos interesses da empresa. A iniciativa da empresa trouxe fama para o programa e resultados práticos para o corpo funcional e os gestores, mostrando que as plataformas colaborativas também são ótimos meios de aprendizado, em uma boa combinação de educação com colaborativismo nas redes sociais.

As aulas de finanças na Marsh University foram motivadas por dois fatores observados pelos colaboradores da empresa. Primeiro, muitos funcionários não tinham noção das variáveis que interferiam nos negócios da Marsh. Por meio da rede social interna, a equipe conseguiu disseminar conhecimento para todo o corpo funcional. Além disso, a plataforma permitia a conversa, com a possibilidade de criar perguntas e tirar dúvidas com outros colegas. Isto deve ser levado em conta em qualquer processo de implantação de ferramentas do gênero: meios que não permitem a troca não têm a eficiência de uma solução mais colaborativa.

O segundo fator que levou a Marsh a investir na educação por meio de plataformas sociais é a melhoria do desempenho nas negociações. Muitos colaboradores da parte comercial não sabiam demonstrar os benefícios e a importância das soluções vendidas pela empresa – principalmente em um período de instabilidade na economia mundial. As aulas e a colaboração dos colegas ajudaram a melhorar o processo. Tanto é que os investimentos nas aulas de finanças continuam – um dos módulos criados recentemente, inclusive, é voltado somente para quem lida diretamente com os clientes.

O curso de finanças é apenas um exemplo do sucesso que a rede social corporativa trouxe para a empresa, que conta com cerca de 25 mil colaboradores em mais de cem países. O projeto, iniciado em 2009, tinha o objetivo de não ser apenas uma plataforma de e-learning ou uma intranet.  Mais do que um meio para disseminar conteúdos educativos, ela funciona como “uma comunidade online para a Marsh”, destaca o CIO Jim Lee em depoimento. Os usuários podem criar e responder perguntas e compartilhar textos, conhecidos como “faíscas”, por meio de um microblog pessoal. Em depoimento ao blog The New Talent Times, o diretor global Ben Brooks destaca, entre os benefícios da ferramenta, o aumento no espírito de liderança dos colegas e melhorias anuais nos programas de desenvolvimento de carreira. O executivo destaca que a solução também gerou um efeito positivo inesperado: mais empregados diziam ter orgulho do lugar onde trabalhavam.

A rede social corporativa da Marsh tem ganhado mais adeptos. Segundo os últimos dados, coletados pela designer Lisa Chamberlin, em 2011 o número de usuários cresceu mais de 5x em nove meses. Neste mesmo ano, a ferramenta foi o principal fator que levou a instituição ao InformationWeek 500: ranking feito pela publicação norte-americana com as iniciativas tecnológicas mais inovadoras.

O caso da Marsh University mostra que uma plataforma social bem estruturada pode servir a vários propósitos: da educação corporativa ao colaborativismo nas redes sociais. Basta ter propósito e planejamento prévio. E você, tem algum caso interessante de ensino nas empresas por meio das redes sociais? Compartilhe conosco nos comentários.

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