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CEO e Liderança

Rede interna ajuda a controlar uso de mídias sociais na empresa

O portal norte-americano de e-commerce 1saleaday.com usou várias táticas para controlar o uso interno de mídias sociais abertas como Facebook e Twitter, segundo relata a reportagem de Wilson Dizard no New York Post. Em 2011, chegou a banir o acesso aos sites de relacionamento – medida mal recebida entre os mais de oitenta colaboradores. Desde novembro do ano passado, a empresa investe em uma estratégia aprovada pelos funcionários e gestores: o uso de uma ferramenta interna de comunicação, que se mostrou útil e vantajosa para toda a equipe, ajudando a controlar uso de mídias sociais na empresa.

A opção da 1saleaday.com foi uma rede social corporativa. Trata-se de um sistema privado, controlado pelo cliente, com caraterísticas e recursos dos sites de relacionamentos. Por meio desse tipo de solução, o empresário fornece um ambiente amigável e interativo, similar aos sites que as pessoas estão acostumadas a usar na vida pessoal, mas alinhado aos objetivos da instituição. Dessa forma, fica mais fácil controlar uso de mídias sociais na empresa.

O diretor de comunicação da 1saleaday.com, Eli Federman, disse em entrevista ao New York Post que, ao invés de restringir o acesso aos sites de relacionamentos, eles tentaram incentivar a troca por ferramentas internas para controlar uso de mídias sociais na empresa. Com isso, ganharam em produtividade, já que, segundo Federman, foi criado um ambiente de estímulo ao colaborativismo. Projetos da companhia puderam ser incrementados com ajuda da rede social corporativa, que permitia a troca de conhecimento e a colaboração.

Em um artigo publicado no portal Social Media Today, Eli Federman destaca a importância de organizar canais de comunicação dentro da empresa. Os integrantes de uma organização gostam de interagir – seja na sala do cafezinho ou em uma mídia social. Com a rede corporativa, é possível canalizar esse potencial comunicativo dos empregados em função dos objetivos da companhia. Em um momento de descanso, por exemplo, o funcionário pode ter acesso a conteúdos relacionados a sua prática profissional, ou mesmo conversar com colegas de trabalho a respeito de um projeto. A iniciativa é benéfica também para os gestores – afinal, fica muito mais simples moderar discussões e criar iniciativas de construção da marca para o público interno.

A entrada das redes abertas nas empresas e sua proibição ainda são assuntos que geram debates e estudos. Um relatório organizado pela Ernest & Young, publicado em maio de 2012, aponta alguns riscos no uso corporativo de sites de relacionamentos, como vazamento de dados e ataques de crackers aos perfis institucionais. Como uma possível solução e meio-termo para resolver a questão, é possível usar uma ferramenta social corporativa. Segundo o relatório da Ernest & Young, são sistemas que estimulam a comunicação interna e a troca de conhecimentos.

Além de atuarem como canais de comunicação dentro das instituições, as redes corporativas podem muito bem atuar em conjunto com mídias sociais. Porém, isso só é possível com um projeto bem consistente. O relatório da Ernest & Young deixa bem clara a necessidade de organização e planejamento para criar uma presença social efetiva. As ferramentas internas podem, por exemplo, complementar uma ação de reforço e disseminação dos valores da empresa, atingindo os públicos mais próximos da companhia (como os colaboradores).

Se você busca mais informações sobre proibição e uso organizado de mídias sociais no ambiente corporativo, recomendamos a leitura do nosso primeiro e-book: Redes sociais nas empresas: liberar, proibir ou organizar. Você pode baixá-lo gratuitamente por este link ou na nossa área de materiais educativos.

E na sua empresa, como funciona a política para as mídias sociais? Ela já foi alterada? Compartilhe seu relato conosco nos comentários.

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