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A atuação Consultiva da Comunicação – Um novo modelo de comunicação com colaboradores

Este texto é mais uma parte de uma série de postagens que exploram um novo modelo de comunicação interna, projetado para fornecer resultados mensuráveis, ​​que demonstram o impacto na organização de maneira relevante para os líderes. Nesta publicação, examinamos o anel externo com um olhar de consultoria.

O anel externo do Novo Modelo de Comunicação com os Colaboradores representa o trabalho em que o responsável pela Comunicação na empresa se envolve todos os dias.

A atuação consultiva é o terceiro segmento do anel externo, pois mesmo que algumas empresas encarem a Comunicação Interna desta forma, poucas vão além do básico de aconselhar a liderança a como se comunicar sob várias circunstâncias.

Mesmo que a Comunicação Interna atue em um nível de consultoria inicial, isso já requer um alto grau de credibilidade e confiança dos líderes. Mesmo que ela não possa tomar decisões diretamente, o conselho da área de comunicação pode evitar que os líderes empreguem um eufemismo ao se comunicar ou coloquem “em xeque” o discurso da empresa.

Acabei de começar em um novo trabalho como gerente de Comunicação Interna para uma farmacêutica que está na Fortune 400, cuja liderança já tomou uma decisão importante: a empresa estava adotando uma filosofia de agregar valor para os acionistas.

Trabalhe com o departamento de treinamento e comunique isso aos funcionários“, foi-me dito. Eu tentei argumentar que não havia uma boa maneira de fazer os acionistas serem o critério principal para cada decisão.

Não há como conseguir que os colaboradores se animem a sair da cama todas as manhãs e lutar contra o trânsito das horas de pico apenas para aumentarem o valor para um acionista. Mas a decisão foi tomada.

Trabalhando com o departamento de treinamento, fizemos o nosso melhor para contar esta história e comunicar aos funcionários. E você pode imaginar o resultado…

No entanto, uma história maravilhosa saiu desta empresa: o escritório do presidente tinha vista para uma paisagem. Um dia, um pássaro voou em direção à janela e a quebrou. O presidente chamou Bob do departamento de manutenção, o único funcionário que usava gravata e um cinto de ferramentas. Bob viu a rachadura, assentiu e disse que voltaria logo. Quinze minutos depois, ele voltou com uma lata de massa e um pano. Ele preencheu a fenda e esfregou-a com o pano. Perturbado, o presidente disse: “Eu ainda posso ver a rachadura. Eu quero uma nova janela.” Parecendo genuinamente confuso, Bob disse: “Como uma nova janela aumenta o valor para os acionistas?”  Os funcionários podem não ter gostado da mensagem, mas Bob demonstrou que, pelo menos, eles a entenderam.

Moral da história? Um comunicador com poder de decisão pode se opor a decisões que simplesmente não podem ser comunicadas (ou preparar os líderes para o fato de que eles apenas terão que conviver com uma reação ruim).

Provavelmente você não precisará de um manual

No entanto, os líderes nas várias facetas da comunicação são apenas uma forma de consultoria.

Qualquer líder de equipe deve ligar para nós, comunicadores, quando precisar de qualquer ajuda em comunicação. E, no futuro, ligarão não para para insistir: “Eu preciso de um manual” – algo que ainda é um pedido de rotina.

No futuro, a Comunicação Interna é quem deve poder perguntar: “O que você está tentando alcançar?” e aí recomendar a melhor abordagem para tal.

Uma área de comunicação bem equipada entende mais sobre comunicação do que apenas enviar mensagens e jornalismo corporativo.

Entendemos modelos de comunicação; o fluxo de comunicação por meio dos canais formais e informais de uma organização (incluindo influenciadores internos e as ramificações). Nós conhecemos o efeito sobre os funcionários de um encontro frustrante com um representante de um departamento como RH, TI ou Contabilidade – e nós percebemos os problemas que um departamento pode ter ao se comunicar com outro.

Controle da missão de comunicar

A comunicação interna também deve servir como o centro de excelência de mensagens da empresa.

Vejamos a implantação de novas tecnologias de mensagens, por exemplo. A maioria das empresas emprega o método “Boa Sorte” de introduzir uma nova ferramenta.

“Lá vamos nós pessoal: Yammer, boa sorte!” Os colaboradores são deixados para explorar a ferramenta e descobrir por si mesmos como e porque usá-la. (No caso de algo como Yammer, os funcionários iniciam a sessão, olham ao redor, não vêem algo relevante para eles, fazem logoff e nunca retornam.)

Como especialista em transmitir uma mensagem, a comunicação deve argumentar os benefícios do uso de uma nova ferramenta e como utilizá-la. Devemos fazer os colaboradores e líderes entenderem o que deve e não deve ser usado, explicar as regras e destacar os funcionários e as equipes que o usam bem. (O que nunca devemos fazer é deixar para o TI para lidar com a comunicação. Isso é como deixar a impressora ditar o conteúdo de uma publicação – apenas, não é o trabalho dela).

O mesmo conceito de “controle de missão de comunicar” aplica-se a todas as dimensões de como os funcionários se envolvem uns com os outros de forma mais eficaz e eficiente – seja no “cara a cara”, digitalmente ou por canais impressos.

Quando todos dentro de uma organização se comunicam bem, a organização funciona melhor. E, para fazer isso é preciso expandir a definição de comunicação, para abranger o significado completo da palavra, para que todos possam transmitir conceitos que evocam a compreensão e troca de informações, notícias e idéias.

Escrito por Shel Holtz, Diretor da Hotlz Communication+Technology. Adaptado para o blog Cultura Colaborativa em 30/05/2018. Versão original aqui.

Sobre o autor

SocialBase

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Blog da SocialBase, para instruir o mercado com relação a importância da comunicação interna bem planejada e incentivar a conexão verdadeira entre pessoas e empresas.

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