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Comunicação Não-Violenta: 4 dicas para melhorar as relações de trabalho

SocialBase Comunicação Não-violenta

Quem nunca foi mal-interpretado por um colega ou pelo próprio líder durante uma reunião? Ou ofendeu uma pessoa sem a menor intenção? Se comunicar com clareza, de forma leve e assertiva, e exercitar uma escuta ativa é fundamental para dialogar de maneira saudável e construir relações de confiança no ambiente de trabalho. É por isso que a Comunicação Não-Violenta (CNV) vem ganhando cada vez mais a atenção das empresas.

Por ser uma prática que nos permite criar uma conexão genuína com as pessoas, ela abre espaço para o diálogo construtivo e a negociação. A técnica foi desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg e possibilita as condições ideais para uma escuta respeitosa, trazendo à tona emoções e necessidades que estão por trás de uma fala. Mas, para aplicá-la no dia a dia, você precisa ter consciência dos quatros componentes da CNV. Vamos a cada um deles?

1. Observe sem julgamentos

Observe os fatos e faça um relato, sem julgar ou criticar. Evite utilizar adjetivos, exageros ou expressões que possam generalizar. Exemplo: no lugar de “Você sempre chega atrasado”, diga “você chegou uma hora atrasado nos últimos três dias”. Com isso, você deixa de lado um possível julgamento e expõe exatamente o que aconteceu.  

2. Dê nomes aos sentimentos

O segundo passo é identificar e expressar com honestidade o que você está sentindo em relação ao que foi observado, como irritação, insegurança, tristeza, etc. Exemplo: “Quando você se atrasa, eu me sinto irritado”. Esse cuidado na comunicação permite que você crie um diálogo empático e facilita o entendimento do outro sobre você. 

3. Expresse suas necessidades

Nesta etapa, é necessário perceber quais necessidades estão conectadas com os nossos sentimentos, como confiança, respeito, aceitação, etc. Exemplo: “Quando você não entrega o projeto dentro do prazo, eu me sinto inseguro. Gostaria de me sentir confiante sobre o seu trabalho”. Veja como estar consciente de que a suas expectativas não foram atendidas e saber como expressar suas necessidades pode melhorar a abordagem de uma conversa. 

4. Faça pedidos claros

Finalize o diálogo fazendo pedidos claros e objetivos para que as suas necessidades sejam atendidas, sempre buscando uma linguagem positiva. Exemplo: no lugar de “peço que não atrase a entrega do seu projeto”, diga “gostaria de receber o seu projeto dentro do prazo combinado”. Certifique-se também de que a outra pessoa entendeu o seu pedido. 

Ainda que muitas pessoas pensem “mas eu não sou violenta ou agressiva ao falar com os outros”, é possível perceber que essa violência está na sutileza das palavras e na forma como nos comunicamos. Da mesma maneira que devemos utilizar a CNV para transmitir uma mensagem, é importante considerarmos essa técnica na hora da escuta. Esse método nos dá capacidade de receber o que a outra pessoa comunica sem que isso nos machuque, ouvindo o que é importante para ela e qual motivação está por trás da sua fala. Por isso, transformar a comunicação automática em uma comunicação mais consciente, com uma abordagem leve e assertiva, é fundamental para construir relações saudáveis. 

Mas a Comunicação Não-Violenta não se aplica somente à fala. Na comunicação escrita esses cuidados também devem ser levados em consideração, principalmente ao nos comunicarmos com os colegas. Para que um profissional se torne cada vez mais relevante para a empresa, é necessário que ele tenha consciência da importância de construir relações de trabalho baseadas em uma comunicação clara e sem julgamentos. Isso permite que as equipes se respeitem, tenham confiança uns nos outros e consigam aumentar ainda mais a produtividade no dia a dia. Além disso, pessoas que praticam esse tipo de comunicação desenvolvem competências fundamentais para o mercado de trabalho, como capacidade de se expressar com transparência e analisar os fatos com imparcialidade, facilidade para se relacionar e trabalhar em equipe, empatia e senso de comunidade. 

Como seguir uma abordagem mais empática e positiva no SocialBase

Para que você entenda como isso tudo pode funcionar na prática, relacionamos algumas formas de uso no SocialBase para auxiliar sua empresa na construção de um ambiente inspirador e colaborativo. Confira!

Feedbacks inteligentes

O trabalho remoto é uma realidade em muitas empresas neste momento. Por isso, estabelecer uma comunicação clara e sem ruídos se torna ainda mais essencial. Nesse sentido, a Comunicação Não-Violenta abre espaço a uma abordagem extremamente eficiente para um dos momentos mais importantes da gestão da equipe: o feedback. 

A partir de publicações em grupos do SocialBase ou até mesmo em uma conversa pelo chat, é importante que as lideranças estimulem suas equipes a alcançarem resultados positivos, de forma colaborativa, em rede e, acima de tudo, considerando as situações adversas. Cabe ao líder oferecer desafios bem definidos, reconhecendo e reforçando comportamentos positivos na sua equipe. Importante também ter em mente que a motivação dos colaboradores tem relação direta com a empatia e o encorajamento oferecido pelo gestor. 

Publicações em grupos como forma de conexão

Se o seu gestor ou colegas de equipe não se sentem seguros com o seu trabalho, é natural que eles passem a demandar ainda mais de você. Neste caso, é importante que você pratique a escuta ativa e se aproxime ainda mais deles. Aproveite os grupos do SocialBase para surpreendê-los com dicas e experiências para gerar mais conexão com essas pessoas. Lembre sempre que a forma como se comunica e as palavras que você utiliza nos seus posts impactam nos relacionamentos e na motivação das pessoas. Identifique pontos de melhorias na sua fala e incorpore essa técnica na sua comunicação. Por meio da Comunicação Não-Violenta, é possível criar um ambiente de confiança e co-criação de soluções. 

Comentários construtivos

Na hora de comentar uma publicação, observe com neutralidade o discurso e tente desconstruí-lo, sempre tendo em mente o que está por trás do que foi escrito. Se for questionar algo sobre o assunto, faça perguntas abertas, sem induzir a uma resposta ou outra. Aproveite também esse espaço para explorar mais a publicação de um colega, comentando algo como “pode nos contar mais sobre isso?” ou “como isso funcionaria na prática?”. Procure reconhecer e elogiar seus colegas a partir dos conteúdos publicados. Estabeleça uma conexão verdadeira e empática ao comentar a publicação e demonstre interesse pelo que foi compartilhado. 

Campanhas inspiradoras

O SocialBase pode ser um ótimo canal para você trabalhar assuntos delicados como esse. Aproveite para engajar os colaboradores com campanhas relacionadas ao tema, sempre trazendo o assunto de uma forma leve e inspiradora. Crie pequenos desafios práticos individuais e coletivos para treinar e inserir esse modelo de comunicação no dia a dia da sua empresa. 

Mensagens pensadas para cada público

Na hora de criar um comunicado, tenha bem claro para quem será direcionada aquela publicação. Pratique a empatia ao criar os conteúdos, sempre se colocando no lugar de quem irá receber a mensagem, e facilite o entendimento da sua comunicação. Pense também que a CNV é considerada uma ferramenta de afeto, capaz de diminuir as crises e as dores das pessoas. Então, uma informação que é óbvia para você, talvez não seja para quem acabou de chegar à empresa. Considere que nem todos possuem o mesmo nível de conhecimento ou histórico do negócio, por exemplo. 


E aí, pronto para incorporar a Comunicação Não-Violenta na sua empresa? Assim como um músculo, essa técnica precisa ser exercitada constantemente para ganhar força nas relações. Então, compartilhe esse artigo com seus colegas e estimule uma abordagem mais clara e empática entre os colaboradores. 

Sobre o autor

Cris

Cris Medeiros

Jornalista e parte do time de Customer Success da SocialBase. Natural de Cruz Alta, interior do RS, deixou Porto Alegre para viver sua paixão por comunicação interna em Floripa.

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